POLUIÇÃO DO AR E INTERNAÇÕES HOSPITALARES POR DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM VOLTA REDONDA (RJ)
DOI:
https://doi.org/10.5327/Z2176-947820200642Palavras-chave:
Doenças respiratórias, Qualidade do ar, Séries temporais, Custos hospitalares.Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar a associação da exposição à poluição atmosférica e as internações hospitalares por doenças respiratórias (CID‑10: J00-J99) de residentes em Volta Redonda (RJ), no período de 2013 a 2015, bem como estimar seus custos. Foram considerados dados do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para partículas totais em suspensão (PTS), PM10 e ozônio (O3) e dados disponíveis no DATASUS referentes à morbidade por doenças respiratórias por faixa etária (total, crianças e idosos). Para estimar tal associação, foi utilizado o modelo aditivo generalizado de regressão de Poisson. Observou-se
a elevação do risco de admissão hospitalar para a elevação de 10 μg/m3 de PM10 para o total de internações — lag 2: 1,39% (IC95% 0,23–2,55%) e lag 3 1,36% (IC95% 0,21–2,52%) — e para os idosos — lag 3: 1,89% (IC95% 0,02–3,69%) e lag 4 1,9% (IC95% 0,02–3,85%) —, de PTS para o total de internações — lag 2 0,84% (IC95% 0,40–1,64%) — e para crianças menores que 5 anos (lag 4: 2,2% (IC95% 0,05–4,02%) — e de O3 para os idosos (lag 6: 2,41% (IC95% 0,31–4,57%). Destaca‑se que as associações ocorreram mesmo quando os níveis de poluentes não ultrapassaram os limites estabelecidos pela legislação. Do total de internações
para o período, 99 foram atribuídas à exposição ao PM10, gerando custo de R$ 115.165,25 para o Sistema Único de Saúde. Espera-se que essas informações contribuam para a discussão da problemática ambiental na região.
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