PRODUÇÃO DE ADOBE COM BIOMASSA DE MACRÓFITAS AQUÁTICAS: UMA ALTERNATIVA PARA RETIRADA E ENCAPSULAMENTO DE POLUENTES DE LAGOS E RESERVATÓRIOS
Palavras-chave:
.Resumo
Este trabalho busca a otimização do uso de biomassa de macrófitas aquáticas na produção de adobe
(tijolos de terra secos ao sol), objetivando contribuir com o manejo integrado de lagos e oferecer
uma alternativa de autoconstrução de baixo custo, com material de construção ecológico. A pesquisa
foi desenvolvida no reservatório de Salto Grande (Americana-SP, Brasil), que se encontra em avançado
processo de eutrofização artificial, recebendo grande aporte de nutrientes provenientes de
esgotos urbanos e lixiviação de insumos agrícolas. As macrófitas aquáticas ali presentes (Brachiaria
arrecta, Eicchornia crassipes e Pistia stratiotes) contêm altos níveis de nutrientes (nitrogênio e
fósforo) e metais pesados, tornando impraticável sua utilização como forragem ou fertilizante. O solo
utilizado é argiloso (59% argila, 21% silte e 20% areia), classificado como A-7-6 (HRB), o que
inviabilizaria sua utilização na produção de adobe, motivo pelo qual foi adicionada a biomassa das
macrófitas. A amostragem e cálculo desta biomassa foram realizados pelo método do quadrado de
0,25 m2, a determinação de nutrientes e metais pesados (10 metais) pelos métodos padrão de
análises químicas, com espectrofotômetro de absorção atômica e de chama. Foram efetuados todos
os ensaios usuais de caracterização de solos. As plantas secas foram trituradas e misturadas ao solo,
para a produção manual dos tijolos, em 15 misturas de diferentes proporções (em volume) de
biomassa/solo. Foram feitos os ensaios de absorção de água, massa específica aparente, retração e
resistência à compressão dos tijolos. Os resultados desses ensaios apontaram 30% de biomassa de
E. crassipes como a porcentagem ideal, produzindo tijolos com resistência à compressão superior a
2MPa.
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