MEDIDAS DE FLUXO DE DIÓXIDO DE CARBONO E METANO EM UM DEPÓSITO DE RESÍDUOS INSALUBRE NA AMAZÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.5327/Z2176-947820190021Palavras-chave:
Emissão de metano, Lixão a céu aberto, Amazônia, pollution; flux chamber; open dumping; AmazonResumo
Lixões são importantes fontes antropogênicas de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente CH4. No entanto, poucos estudos sobre o assunto foram realizados na região amazônica. Diversos fatores afetam a produção e emissão de gás de aterro. O objetivo deste estudo foi quantificar a variação espacial da produção de CO2 e CH4 em um lixão da Amazônia e tentar associar a importância relativa de alguns fatores ambientais com os fluxos. Este estudo foi realizado em um lixão ao ar livre na região metropolitana de Belém, onde aproximadamente 11,0 milhões de Mg de resíduos foram depositados em 25 anos, dos quais 6,4 milhões de Mg foram orgânicos. As taxas de emissão de CH4 e CO2 da superfície do aterro foram determinadas usando a técnica de câmara de fluxo dinâmico fechado. O estudo foi realizado em três células de diferentes idades, amostradas em dois momentos entre a estação chuvosa e seca da Amazônia. O lixão Aura tem uma área de 30 ha e emite um total de 51,49 Mg CO2 ha-1 mês-1 e 3,16 Mg CH4 ha-1 mês-1 para a atmosfera. Isso resulta em uma produção expressiva de 1.359.961,04 Mg CO2-e ano-1, sendo 58,54% devido ao fluxo de CH4. A variabilidade espacial no fluxo de CO2 e CH4 é muito grande, especialmente para CH4, formando “hotspots” de altas concentrações, e talvez por isso, o fluxo não tenha sido correlacionado com variações micrometeorológicas.
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