TOXICIDADE DETERMINADA PELO USO DOS AGROTÓXICOS EM ORGANISMOS INDICADORES DE QUALIDADE DA ÁGUA
DOI:
https://doi.org/10.5327/Z2176-947820190466Palavras-chave:
herbicida; inseticida; bioindicadores; toxicologiaResumo
A expansão das fronteiras agrícolas tem promovido o aumento de áreas
cultivadas e uso de agrotóxicos, e inquietações quanto ao destino destes
tem sido manifestadas, sobretudo pela exposição a que são submetidos os
corpos hídricos. Admitindo-se a preocupação, objetivou-se avaliar o grau
de toxicidade, determinado pelo uso dos agrotóxicos glifosato, atrazina e
imidacloprido, em organismos indicadores de qualidade da água. Para isso,
realizaram-se testes de sensibilidade e definitivos empregando-se dafinídeos
(Daphnia magna). Os testes de sensibilidade apresentaram concentração
efetiva (CE50) de 0,77 mg.L-1, atestando sua utilização e o preconizado pela
ISO 6341. Para os testes definitivos e concentrações testadas, foi encontrada
CE50 para o glifosato de 27,4 mg.L-1, para a atrazina CE50 de 8,1 mg.L-1 e para
o imidacloprido 217,1 mg.L-1. Como efeito deletério, observou-se que, após
os testes, os organismos imóveis apresentaram deformações nas carapaças
e no tubo digestivo. Entre as propriedades mais agressivas dos agrotóxicos,
destacou-se sua miscibilidade.
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