TOXICIDADE DOS METAIS NÍQUEL E COBRE E SUA POSSÍVEL ATUAÇÃO COMO INTERFERENTES ENDÓCRINOS EM AMBIENTES AQUÁTICOS
DOI:
https://doi.org/10.5327/Z2176-947820180329Palavras-chave:
teste crônico; Danio rerio; tecido gonadal; alterações morfológicas; tecido hepático; ecossistema aquático.Resumo
Apesar de serem originados de fontes naturais, o níquel é muito utilizado
na produção de equipamentos e materiais de construção e o cobre é
empregado em fios elétricos, canos, automóveis. Os metais cobre e níquel
são conhecidos pelo seu potencial tóxico ao ambiente aquático, além de
serem elementos bioacumulativos e persistentes. O presente trabalho
teve como objetivos principais: 1) testar a toxicidade dos metais cobre e
níquel; 2) avaliar o potencial como interferente endócrino dos referidos
metais. Diante do exposto, foram realizados testes crônicos utilizando o
organismo-modelo Danio rerio durante 21 dias de exposição com os metais
cobre (9 μg/L) e níquel (25 μg/L) em regime semiestático, com troca total
da água a cada 72 horas, temperatura de 25°C, com alimentação uma vez
ao dia. Posteriormente, os organismos foram eutanasiados e destinados
ao procedimento de histologia com inclusão na parafina, coloração com
hematoxilina e eosina (HE), para análises morfológicas de gônadas e fígado,
utilizando microscópio de luz. Ambos os metais apresentaram alterações
morfológicas nos tecidos hepáticos; o níquel mostrou ser potencialmente
um interferente endócrino, podendo comprometer o desenvolvimento da
espécie e, consequentemente, da homeostase do ecossistema.
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